sábado, 15 de dezembro de 2007

Incerteza causa inspiração...

...E a certeza, causa o que?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

À la Woody Allen

Tenho saudades do que acho que não tive
parte só de mim, talvez de você
das infantilidades que fiz sinto falta
ainda não sei o que foram
mas sei que já menti em seu colo
mas pra mim, sobre você
tenho medo
acho que de mim, do que sou...apenas isso
um drama à la Woody Allen, você diria
e como final feliz virou clichê;
eu escrevo...

Rindo pra não chorar

Vou indo
Rindo pra não chorar
Assim vou
Esperando mais um dia chegar
Vou andando
Vou sem pressa
Antes que algo me impeça de continuar
Vou rindo
Indo sem parar
Esperando amanhã
Olhe só, já ta pra chegar

Como uma teoria

Toda ação tem sua reação
Somos apenas o efeito
Para todos os casos com defeitos
Devaneios

Algo como se não fosse nada
Apenas um acaso
Coisa do destino ou contrário
Como antes não mais diferente

Como uma progressão
Vou crescendo em meio
Ao caos ao nada

Como uma teoria sobre tudo, todos
Um efeito contrário
Ao que poderia ser algo

Tempo (ou o que resta dele)

Tempo
Queria ter
Voltar
Viver
Ir e vir

Tempo
Que nos resta
Pra fazer
De tudo um pouco
Seja bom ou ruim

Tempo
Que se acaba
Como água
Em boca de sedento ser

Tempo
Que nao possuo
Pra te ver
Te ter
Pra te querer

Tempo
Ao relento
Foi-se o tempo
Em que tempo
Era algo de mim

Tempo
Pedaço de tudo
Faltando nada
Pra'cabar meu tempo

Tempo
Tempo
Tempo
Apenas o tempo
Não é tão
Simples assim

Sinestesia

Quando escuto o grito da cor de teus olhos

Vejo os sons que a ausência provoca

Quando vejo o cheiro de teus cabelos

Sinto o mundo que em meu corpo aflora

Quando sei que tua pele me prende a outra

Escuto que não sou o mesmo

Perante meus anseios que te pertecem

Quando sei que o que quero é te sentir

Da maneira que tudo vejo

É cheirar o que sinto

É ver o que não posso

Escutar o inaudível

Sentir o imperceptível

Quando falo e me calas

Como quem diz sim

Vou a outros lugares

Dos quais não pertenci

Da sobra de meus atos

A vontade de sensações

Tu me deixas tão quente

Ácido como canção

Tu me deixas distante

Ó eu enclausurado

Liberta-me pra longe de ti

Não sei se é sonho ou psicodelia

O que hoje mora em mim

Já não sei se é verdade ou mentira

Aquilo que me suporta

Peço por favor

M'eu lírico, vá embora...

Te vejo na Terra dos loucos...

Nada mais do que uma metáfora para minha cabeça psicodélica, é o que responderia se perguntado sobre o título deste blog. Apenas um pretexto para minhas empreitadas pela literatura. Inutilidade, loucuras e ideias não faltam. Resultado? Nem eu mesmo sei e acho que até Deus duvida. Espero que gostem do produto final, agora me despeço ao som de London, London na versão de Cibelle. Te vejo na Terra dos loucos...



Escute The shine of dried electric leaves de Cibelle

Leia Medo e delírio em Las Vegas de Hunter S. Thompson

Assista Jazz de Ken Burns